
13 de novembro de 2009
Pra que dizer?

2 de novembro de 2009
Tudo em seu tempo

Sentei no topo de uma pedra fria para pensar. Por horas, olhei o horizonte. Olhava, porém não enxergava nada. Olhos perdidos na paisagem, olhos vazios.
Passei muito tempo ali, sozinha... nada acontecia. O esgotamento emocional era tamanho que não conseguia raciocinar. Simplesmente não sentia nada, nada.
Foi quando veio o pôr do sol e a brisa gelada da primavera bateu no meu rosto. Parecia que tudo começava a fazer sentido. “Eu sinto”, pensei. Olhei de novo e vi, e você também veria o brilho que os meus olhos refletiam... algo mágico.
Deitei sobre a pedra, que já não estava tão fria, e chorei. Chorei para acreditar, chorei para lavar a alma, chorei para sentir e aprender. Chorei até dormir e nem lembro se acordei...
28 de outubro de 2009
Confiança

Entrelacei meu braço no dele, fechei os olhos e sai andando. A cada três passos escapava perguntas do tipo: “posso seguir?”, “você está vendo?”, “não vai me deixar cair, né?”.
O sentimento é uma mistura de medo e confiança. Eu gosto. É bom. A adrenalina deixou meu rosto quente, imagino que vermelho. Tantas coisas passam na minha cabeça. A concentração é grande. Tento apurar outros sentidos, como audição e olfato.
Ouço um latido, buzinas, conversas paralelas. Mesmo sem ver, o mundo continuava a girar. “Vou abrir os olhos”, pensei. Mas estava gostando de ser conduzida por ele, é uma aventura, divertido. “Não abre, estamos quase lá”, ele disse em tom calmo, se divertindo com o meu medo.
Confiança cega, com perdão do trocadilho. Ele poderia me jogar, repentinamente, na frente de um carro. Ou me levar para algum lugar não muito seguro. Mas isso não passou na minha cabeça. Eu apenas confiava. Me entreguei. E ele desentrelaçou meu braço, e foi embora, sem nada dizer.
23 de outubro de 2009
Opções
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De dia temos o sol, de noite, a lua. Alguns preferem o astro principal de nosso sistema, outros são apaixonados pelo satélite natural da Terra... mas nem por isso todos desgostam de um ou de outro, pois os dois são essenciais para a existência.
Escolhemos de tudo nessa vida. A comida que ingerimos, a marca da cerveja, se teremos ou não filhos. A escolha faz parte da vida. As vezes erramos. Em alguns momentos voltamos atrás em nossas decisões. Frustrações e arrependimentos fazem parte da caminhada. Mas não tem jeito, seguimos em frente...
Tudo nos ajuda a evoluir. Tudo contribui. De maneiras negativas e positivas, mas sempre tiramos algumas lições.
Viver dói. Optar machuca. Fazer escolhas nem sempre é fácil, muito pelo contrario. Mas o que será que realmente tem valor? Com certeza cada um terá uma resposta para essa pergunta, simplesmente porque cada um viveu de uma maneira diferente e temos visões variadas sobre diversos assuntos. Só eu sei pelo que já passei nessas quase 27 primaveras. Da minha passagem pela terra não mudaria uma virgula, pois isso me faria ser uma pessoa diferente... o que realmente não desejo.
Já caí e me levantei algumas vezes. Já acreditei e me decepcionei. Já tive fé e não prosperei... Mas até hoje nada me fez desistir! Nunca me coloquei no papel de vítima e me orgulho muito disso! Não me envergonho de nada do que fiz até hoje! Nunca roubei, nem trapaciei e nem fiz mal a ninguém. E pretendo continuar assim... dessa vida só se leva a vida que se leva... e eu levo a minha na paz e no equilíbrio, sempre!
17 de outubro de 2009
Conversa

Meus passos firmes pela sala fazem a cristaleira tremer. O gato, que estava deitado no sofá, corre e se esconde. Antes que pudesse atravessar o cômodo, meu pai, que fumava um tranqüilo cigarro, me chama e pergunta se está tudo bem.
- Tudo ótimo, pai - resposta seca seguida de um olhar ‘pelamordedeus’ me deixa ir...
- Você sempre foi uma péssima mentirosa.
Meu desejo era que aparecesse um daqueles buracos que sempre aparecem nos desenhos animados para o personagem sair de cena, ou que uma bigorna caísse na minha cabeça para eliminar o ato... mas vida real nem sempre é animada.
- Ah pai, tive um dia daqueles, só isso.
O rosto paterno que esboçava um quase sorriso, fechou o semblante.
- Não sei porque você ainda teima com certas situações...
- Pra te ser bem sincera, nem eu pai, nem eu...
2 de outubro de 2009
Definição

- O que você tem contra amizade?
Perguntou o curioso menino...
- Nada. Simplesmente não acredito nela.
Respondeu o adulto amargurado.
A criança parou e colocou a mão no queixo, como se não acreditasse na resposta que acabara de ouvir.
- Mas é claro que existe! – não desistiu o garoto.
- Depende da sua definição – continuou o mais velho – para mim, um amigo seria aquela pessoa que gostasse das mesmas coisas que eu, que sentasse nas escadarias de um lugar público, com um café escaldante nas mãos, e observasse o sol se por, sem muita pretenção.
Então o menino o puxou pele braço e exclamou:
- Então vamos logo pois o café ainda está quente e o sol se põe daqui a alguns minutos...
Open your mind

Já notaram que de vez em quando verbalizamos nossos sentimentos? Infelizmente isso também acontece quando são sentimentos negativos... Vez ou outra eu solto um “que raiva” ou um “ódio”, do nada... Exprimimos nossa felicidade através do sorriso, do olhar... é até mais fácil se perceber feliz... mas quando eu amarro a cara não consigo evitar as expressões de fúria, o que me deixa mais irritada ainda... rs
Tenho 26 anos e ainda não entendo bem esse lance de “sentimento”. Sim, fico feliz do nada, mas quando a TPM ataca... saí de baixo, nem o espelho me agüenta_hehehe
A gente deveria ter um botão, tipo um on/off para certas situações. É divino o saber se controlar e não sair descontando no primeiro infeliz que aparece a insatisfação de uma noite pouco dormida, por exemplo.
Daí volto minha pregação pela busca ao equilíbrio, nem muito e nem pouco... nem tão complicado demais mas não tão simples assim. Afinal, para quem está feliz é porque já esteve triste, né?
Mente aberta para levar a vida, pois toda experiência é válida... viver é uma benção!





