11 de agosto de 2010

Finito

Pela primeira vez as palavras me faltaram,
o ar do meu coração não deu vazão,
minha pulsação, 
antes acelerada, 
ficou paralisada,
aquele amor que me completava, agora era nada.

Sem um porque meu carinho não preencheu mais,
minha atenção foi dispensada,
na realidade, 
fatalmente, 
fui trocada.

Essa troca, 
por tudo ou nada, 
talvez não tão inesperada,
adormeceu minha alma apaixonada
e acordou minha mente racionalizada.

4 comentários:

Paulo-Roberto Andel disse...

PISSIUUUUUUUUUUUU

Rafa disse...

não tenho palavras pra comentar o que vc escreve...

Lindo...Lindo...Lindo!



Fica Bem!!!

Vital Sousa disse...

CII

Sou infinito
Quando me falta o ar
E me sobra paixão.

[Antonio Aguiar]

Adélio disse...

Aproveito para, mais uma vez, felicitar a Bruna pelo seu trabalho e cumprimentar os leitores. A todos desejo um óptimo 2012.
Como diz Rafa, é lindo e fica bem.
Traduz o sentimento do belo. É uma criação do espírito. É um texto poético. A colocação sintáctica das proposições, das palavras e dos respectivos designativos caracteriza, cada vez mais e melhor, a finitude em que a autora se vê envolvida – culminando na afirmação: "adormeceu minha alma"...
Tudo isto fica bem e é lindo, porque encaixa no entendimento humano, através de uma leitura agradável.
Revela luta no seu interior.
A par de uma certa rejeição a formas preestabelecidas de compor, sente-se aproximação com a oralidade e a ausência da configuração métrica.
Neste caso, pode dizer-se que o verso é livre e autónomo. Esta autonomia é relativa uma vez que não deixa de se integrar numa certa musicalidade e num certo ritmo – como se verifica, claramente, nos últimos versos.
Adélio