Eu queria me trancar,
Me trancar sozinha em um lugar,
Um lugar para gritar,
Gritar alto sem ninguém para reclamar,
Sem ter que me explicar,
E liberar essa agonia
Que já não consigo agüentar!
2
comentários:
Adélio
disse...
Antes de mais, quero felicitar a Bruna pela seu trabalho e cumprimentar os leitores. A todos desejo um Feliz Natal e um próspero Ano Novo.
É um texto poético de sete versos com sete sílabas ou mais. Designam-se, por isso, versos de arte maior. Todos rimam, na última sílaba (–ar), pelo que se chama rima aguda. O sexto verso rima no interior, na quarta sílaba, por isso, diz-se rima interior e termina com a palavra que lhe dá o título; não acontece por acaso, mas como se a agonia – expressão de um sentimento que se realiza na morte – estivesse para chegar. Também se diz rima seguida, pelo facto de aliar mais de dois versos sucessivos; e rima incompleta, por não repetir a consoante anterior à terminação. Com excepção do segundo verso, toda a rima se faz entre palavras da mesma classe gramatical. Nesta composição dramática (tendencialmente trágica), a autora inspira-se num acontecimento comovente: a aproximação fatal da agonia, pouco serena... já nem pode aguentar. Quanto ao fundo, a beleza sobreleva-se, ainda, à medida que vai criando proporções cada vez mais próximas da morte, isto é, agonizantes. O último e penúltimo versos indicam fatalidade trágica; mas, em todo texto, as expressões – trancar, sozinha, um lugar, gritar, ninguém, reclamar, explicar, liberar, agonia, aguentar – conduzem a esse desfecho. A repetição de algumas expressões pode significar a importância que, por elas, a autora quer dar a entender. É claro o desejo de se "trancar sozinha" " e "em um lugar" "sem ninguém", para não ter de se explicar. Se, por um lado, significa a ausência de quem possa impedir que a agonia aconteça livremente, por outro, enfatiza-se a necessidade de não haver quem reclame. Adélio.
Antes de mais, quero felicitar a Bruna pela seu trabalho e cumprimentar os leitores. A todos desejo um Feliz Natal e um próspero Ano Novo.
É um texto poético de sete versos com sete sílabas ou mais. Designam-se, por isso, versos de arte maior. Todos rimam, na última sílaba (–ar), pelo que se chama rima aguda. O sexto verso rima no interior, na quarta sílaba, por isso, diz-se rima interior e termina com a palavra que lhe dá o título; não acontece por acaso, mas como se a agonia – expressão de um sentimento que se realiza na morte – estivesse para chegar. Também se diz rima seguida, pelo facto de aliar mais de dois versos sucessivos; e rima incompleta, por não repetir a consoante anterior à terminação. Com excepção do segundo verso, toda a rima se faz entre palavras da mesma classe gramatical. Nesta composição dramática (tendencialmente trágica), a autora inspira-se num acontecimento comovente: a aproximação fatal da agonia, pouco serena... já nem pode aguentar. Quanto ao fundo, a beleza sobreleva-se, ainda, à medida que vai criando proporções cada vez mais próximas da morte, isto é, agonizantes. O último e penúltimo versos indicam fatalidade trágica; mas, em todo texto, as expressões – trancar, sozinha, um lugar, gritar, ninguém, reclamar, explicar, liberar, agonia, aguentar – conduzem a esse desfecho. A repetição de algumas expressões pode significar a importância que, por elas, a autora quer dar a entender. É claro o desejo de se "trancar sozinha" " e "em um lugar" "sem ninguém", para não ter de se explicar. Se, por um lado, significa a ausência de quem possa impedir que a agonia aconteça livremente, por outro, enfatiza-se a necessidade de não haver quem reclame. Adélio.
Jornalista, vintage, pseudo-escritora e teimosa! Primogênita. Católica. Sonhadora e realista. Apaixonada por livros, seriados e quadrinhos americanos, filmes trash, mojitos e cerejas. Na eterna busca pelo equilíbrio. Viciada em internet, tecnologia, ficção científica e Coca-Cola. Acha que nasceu na época errada, queria ter vivido em tempos antigos...
*meu alguém especial, que se torna mais especial a cada dia Minha manhã nasce sobre o brilho dos teus olhos calmos, como a minha alma ao s...
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As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando.
Tive, no decorrer da vida, muitos contatos com muita gente séria. Vivi muito no meio das pessoas grandes. Vi-as muito de perto. Isso não melhorou, de modo algum, a minha opinião.
A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-o! - Antoine de Saint-Exupéry
2 comentários:
Antes de mais, quero felicitar a Bruna pela seu trabalho e cumprimentar os leitores. A todos desejo um Feliz Natal e um próspero Ano Novo.
É um texto poético de sete versos com sete sílabas ou mais. Designam-se, por isso, versos de arte maior. Todos rimam, na última sílaba (–ar), pelo que se chama rima aguda. O sexto verso rima no interior, na quarta sílaba, por isso, diz-se rima interior e termina com a palavra que lhe dá o título; não acontece por acaso, mas como se a agonia – expressão de um sentimento que se realiza na morte – estivesse para chegar. Também se diz rima seguida, pelo facto de aliar mais de dois versos sucessivos; e rima incompleta, por não repetir a consoante anterior à terminação. Com excepção do segundo verso, toda a rima se faz entre palavras da mesma classe gramatical.
Nesta composição dramática (tendencialmente trágica), a autora inspira-se num acontecimento comovente: a aproximação fatal da agonia, pouco serena... já nem pode aguentar.
Quanto ao fundo, a beleza sobreleva-se, ainda, à medida que vai criando proporções cada vez mais próximas da morte, isto é, agonizantes. O último e penúltimo versos indicam fatalidade trágica; mas, em todo texto, as expressões – trancar, sozinha, um lugar, gritar, ninguém, reclamar, explicar, liberar, agonia, aguentar – conduzem a esse desfecho. A repetição de algumas expressões pode significar a importância que, por elas, a autora quer dar a entender.
É claro o desejo de se "trancar sozinha" " e "em um lugar" "sem ninguém", para não ter de se explicar. Se, por um lado, significa a ausência de quem possa impedir que a agonia aconteça livremente, por outro, enfatiza-se a necessidade de não haver quem reclame.
Adélio.
Antes de mais, quero felicitar a Bruna pela seu trabalho e cumprimentar os leitores. A todos desejo um Feliz Natal e um próspero Ano Novo.
É um texto poético de sete versos com sete sílabas ou mais. Designam-se, por isso, versos de arte maior. Todos rimam, na última sílaba (–ar), pelo que se chama rima aguda. O sexto verso rima no interior, na quarta sílaba, por isso, diz-se rima interior e termina com a palavra que lhe dá o título; não acontece por acaso, mas como se a agonia – expressão de um sentimento que se realiza na morte – estivesse para chegar. Também se diz rima seguida, pelo facto de aliar mais de dois versos sucessivos; e rima incompleta, por não repetir a consoante anterior à terminação. Com excepção do segundo verso, toda a rima se faz entre palavras da mesma classe gramatical.
Nesta composição dramática (tendencialmente trágica), a autora inspira-se num acontecimento comovente: a aproximação fatal da agonia, pouco serena... já nem pode aguentar.
Quanto ao fundo, a beleza sobreleva-se, ainda, à medida que vai criando proporções cada vez mais próximas da morte, isto é, agonizantes. O último e penúltimo versos indicam fatalidade trágica; mas, em todo texto, as expressões – trancar, sozinha, um lugar, gritar, ninguém, reclamar, explicar, liberar, agonia, aguentar – conduzem a esse desfecho. A repetição de algumas expressões pode significar a importância que, por elas, a autora quer dar a entender.
É claro o desejo de se "trancar sozinha" " e "em um lugar" "sem ninguém", para não ter de se explicar. Se, por um lado, significa a ausência de quem possa impedir que a agonia aconteça livremente, por outro, enfatiza-se a necessidade de não haver quem reclame.
Adélio.
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