28 de outubro de 2009

Confiança

Entrelacei meu braço no dele, fechei os olhos e sai andando. A cada três passos escapava perguntas do tipo: “posso seguir?”, “você está vendo?”, “não vai me deixar cair, né?”.

O sentimento é uma mistura de medo e confiança. Eu gosto. É bom. A adrenalina deixou meu rosto quente, imagino que vermelho. Tantas coisas passam na minha cabeça. A concentração é grande. Tento apurar outros sentidos, como audição e olfato.

Ouço um latido, buzinas, conversas paralelas. Mesmo sem ver, o mundo continuava a girar. “Vou abrir os olhos”, pensei. Mas estava gostando de ser conduzida por ele, é uma aventura, divertido. “Não abre, estamos quase lá”, ele disse em tom calmo, se divertindo com o meu medo.

Confiança cega, com perdão do trocadilho. Ele poderia me jogar, repentinamente, na frente de um carro. Ou me levar para algum lugar não muito seguro. Mas isso não passou na minha cabeça. Eu apenas confiava. Me entreguei. E ele desentrelaçou meu braço, e foi embora, sem nada dizer.

13 comentários:

Anônimo disse...

Ai Bruna, não sei o porquê, mas fiquei melancólica... Nostálgica... Essa última frase me deixou pensando na vida... Não nessa questão da confiança em si, mas nas pessoas que vão embora das nossas vidas. Algumas sem nada dizer; outras dizendo algo. Nunca sei o que é pior: quando nada é dito, ficamos encasquetadas nos porquês, no não-dito. Quando algo é dito, tantas vezes nos magoamos que acabamos desejando que nada tivesse sido dito. Ah, essa vida, ora nos afaga, ora nos golpeia. Será que as pessoas vão embora espontaneamente das nossas vidas? Ou será que sem querer contribuímos para isso? De qualquer maneira, a verdade é que dói, mesmo quando não reconhecemos essa dor e teimamos em dizer que ela não existe. Ela sempre existirá, pelo simples fato de que cada pessoa que passa pelas nossas vidas deixa um pouco de si e leva um pouco de nós... Se a vida não devolvê-las, precisamos cuidar desse ‘pouco de si’ para transformá-lo em algo melhor, para que os caminhos que se entrelaçaram tenham valido a pena... Se a vida devolvê-las, precisamos reconhecer esse ‘pouco de nós’ que retorna modificado, mas eternamente vivo, presente, mesmo que seja a ‘presença da ausência’...

Bjos a todos
Isabel

Anônimo disse...

Bruna


Gosto dos seus textos, das suas colocações. Confiança se conquista aos poucos à medida que nos deixamos conhecer.Você deveria escrever um livro de contos ou crônicas, pois sua linguagem é clara e acessível

um grande abraço

Carol disse...

Sou daquelas que confia cegamente, pode ser até que um dia "me deixem cair" ou até "vão embora sem nada dizer", mas aí eu vou me levantar e continuar...

Ingenuidade, inocência... pode ser! No máximo um "confiar desconfiando", mas nunca desistir do outro.

Beijos

isadora disse...

Nossa foi instantâneo ao ler as ultimas palavras lembrei exatamente dessa triste cena que se passou em minha vida ... porem aqui estou VIVA , firme e forte ...


Adoro seus textos Bruna , escreve mtu bem ...


Beijus Fica com Deus

Anônimo disse...

Um beijo de bom dia.

Cada vez mais me encanto com seus textos.
Encontros nos fascinam com novas descobertas e emoções.
O ir ou deixar ir nos faz entender o quanto nos acrescentaram e o rombo que deixaram restando somente os cacos.
Recolher o que sobrou com paciência, sabedoria e amor nos faz crescer o suficiente para liberar o botão do fo..-se ou, então, ir a busca do reencontro.
E é aí, minha linda que tudo recomeça diferente:
"vou te seguir"
"estou te vendo".
"não vou cair".... é a mistura da confiança sem medo.´
Lute, minha pequena estrela.
Não desista.

Lourdes

SAMARA disse...

amuh os seus texto e sua colocação
parebéns
vc deveria escrever um livro um n varios
bjokas.....

Smile Fran disse...

Pois eu confio...posso quebrar a cara sempre, mas confio...já pensou se dúvidasse de todos aqueles q cruzam meu caminho? ia morrer só, e isso é pior do que quebrar a cara, porq tempos depois ela volta ao normal, cicatriza, mas a desconfiança, esssa é a alida da solidão, e isso eu não quero,tenho pÂnicooo.

Eu não fiquei nostálgica, só emoo, e agora???rs

Seus textos não são bons, são maravilhosossssss

bjkas na pontinha do nariz!

Andreza disse...

Eu apenas confiava. Me entreguei.

... VocÊ foi embora, sem nada dizer.


=/ simplismente cativante.
Despensa maiores comentarios.
bejuz bluh.


Pensando...

Andy disse...

Gostei mt. Nao sou um grande leitor, sei disso. Mas acho q consegui ler as entrelinhas do seu texto, o q prova q nao precisa ser mt dificil pra ser bom. E sim, me fez pensar, mas com a ajudinha da autora, ne?! huahuahuahua
Um bj e voltarei sempre!
Andy

yara disse...

Estrelinha continue a seguir seu coração mesmo que muitas vezes ele esteje machucado, pois a vida é sempre assim nos doamos nos entregamos amamos mas muitas vezes não somos bem interpretados ou correspondido, mas não importa sabemos que nossa parte foi feita.
Siga em frente que o tempo fara sua parte e tudo volta ao seu devido lugar e as pessoas tb mesmo que distante .
Continue a sua caminhada pois amanhã sempre havera um novo amanhacer e quem sabe ao acordar aquela mão que abandonou estara la pra que vcs continue a caminhar.
Bruna que todo universo possa te contemplar com sua força e mostrar o quanto vc é amada e feliz.
bjus no seu coração e muita paz para sua vida.

Anônimo disse...

Voltei... Jesus abana, como diz minha afilhada! O povo tudo louco e eu aqui meditando... lembrando... Acho que essa história da lua no nosso signo nos deixa diferentes, não é mesmo Bruna?! Pensando no sol, na lua, no universo... Gosto de olhar para o céu estrelado e pensar na imensidão do universo e na responsabilidade tremenda que temos a cada manhã que Deus confirma o milagre da vida. Tempo de redescobertas, de renovação, de acreditar no ser humano... Pois bem, meditando sobre a vida, uma lembrança assaltou-me o pensamento. Quando estive no México, ouvi uma história muito interessante sobre os vulcões Popocatépetl e Iztaccíhuatl, que estão no Valle do México, há mais ou menos 25 km da Cidade do México – minha grande paixão; mas essa é uma história minha que não vou expor aqui. Pois bem, um lugar de tirar o fôlego; uma lindeza de hipnotizar os olhos do corpo e os olhos da alma. É o seguinte, para a meia dúzia de almas que tiver paciência de ler:

Reza a lenda que havia uma linda princesa azteca que se chamava Itzaccíhuatl. Todas as manhãs ela costumava passear no campo, e de tão bonita que era, as flores se inclinavam para reverenciar-lhe. Um dia, um guerreiro azteca se apaixonou por ela, mas o pai da princesa disse que se ele quisesse casar com sua filha, deveria trazer a cabeça do seu principal rival. Ele conseguiu, mas ficou muito ferido na batalha, e por isso demorou a regressar até sua amada. Enquanto isso, surgiu outro pretendente, que mentiu sobre esse guerreiro, dizendo que havia morrido na batalha. Abalada pela tristeza, a princesa ficou doente e em pouco tempo morreu. Quando se restabeleceu e conseguiu voltar, o guerreiro encontrou sua amada morta. Acreditando firmemente que estava apenas dormindo, tomou-a em seus braços e a levou até um monte, onde sentou ao seu lado. Ali construiu uma pirâmide para que ela pudesse descansar. Ao lado dessa pirâmide, construiu uma segunda pirâmide, nela sentando para protegê-la e para esperar pacientemente que ela despertasse. Passaram-se os dias, os meses, os anos, e a neve cobriu seus corpos e suas almas. Os deuses, por compaixão, converteram as pirâmides nos vulcões Popocateptl e Itzaccíhuatl, selando seu amor eterno, como eles haviam prometido um ao outro, independentemente de ele ter conseguido ou não cumprir a exigência do pai da princesa. E ficaram juntos para sempre.

E não é que até pouco tempo antes da chegada de Hernán Cortez ao México, as donzelas mortas eram enterradas aos pés do vulcão Iztaccíhuatl, em razão dessa lenda?!!! Pois bem. Ainda acredito no valor dos sentimentos verdadeiros, na força do que é eterno, no enigma daquilo que foge à nossa compreensão, no mistério do impossível... Tenho fé no ser humano, nos valores do caráter, na confiança depositada... Não importa o quanto me depare com pessoas que fogem a tudo isso, teimo em acreditar no ser humano, porque acima de tudo acredito em Deus. Mas cada vez mais lamento pelas pessoas medíocres, pelas pessoas sem caráter, pelas pessoas que não se importam em ferir, magoar, pelas pessoas que não acreditam no impossível, não se esforçam em tornar os sonhos realidade, antes desperdiçam o tempo com coisas, pessoas e sentimentos fúteis e inúteis. Passam pela vida tendo o mesmo olhar, sem contemplar o horizonte; sem descobrir os próprios defeitos, desconhecedoras da metamorfose ambulante.

Mas não tem jeito, há pessoas que, infelizmente, nunca vão conseguir viver em suas vidas a metáfora dessa lenda azteca...

Bjos a todos
Isabel

Ps. Dia 9, é isso? Deus ajude que até lá o tempo fique sereno para que vocês possam aproveitar melhor todo o brilho e a alegria dessa data!

Rafinha disse...

Aprendi que...As pessoas esquecerão
o que você fez...O que você falou...Mas nunca a maneira como você a tratou.


Adoro tudo o que escreve...como diz a karen sheila:
"quando eu crescer eu quero ser igual você"...rs!



bjs...fica bem =)!

karen Sheila disse...

Ora ora oraaaaaaaa...minha moderadora está roubando minhas falas e ainda vem dizer a Brunildaaa.Hummm vai ter onda hojeeeee!!!!!rs

Brunildaaa não escuta ela nãooo, quem vai ser tú quando crescer vai ser euuu, a Rafa é uma invejosaaaa e chata.heheheh

Te adorooooooooooooooo!!!!!!!!

bjkas


pS: Tá bam de um post novo madame, já vim quinhentas vezes aqui e nada...ai senhor, dai-me paciência!rs